Aline Almeida, Advogado

Aline Almeida

Ponta Grossa (PR)
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Nilo Rodarte, Escrivão de Polícia
Nilo Rodarte
Comentário · há 10 anos
Já trabalhei em algumas situações em que claramente a mulher estava, se não mentindo, pelo menos "enfeitando" muito a situação para, claramente prejudicar o homem, o que, obviamente não quer dizer que sejam coitados. Longe disso, a quase totalidade dos casos existe mesmo a violência, mas eu obsrvo na delegacia todos os dias que essa violência é de ambas as partes. Da parte da polícia, o trabalho é feito "na base do medo" das ONG's, mídia, enfim, é mais fácil prender um homem inocente, ou mesmo havendo a mínima dúvida sobre a culpa dele e "passar a bola" pra Justiça do que dar o benefício da dúvida, trabalhar no princípio do "é melhor um culpado solto do que um inocente preso" e depois correr o risco de acontecer alguma coisa com a mulher. Ai a polícia não aguenta a mídia. Então, prende todos os suspeitos e a Justiça filtra depois. Na prática do diaadia é isso que acontece. Eu mesmo já trabalhei em dois inquéritos em que, no final, os indícios levaram ao indiciamento da mulher por denunciação caluniosa. Tenho conhecimento na minha delegacia de mais cinco ou seis inquéritos que viram do Ministério Público com requisição para instauração por denunciação caluniosa que ficou clara durante a instrução. Obviamente que isso é uma minoria que nem deve aparecer em uma eventual estatística e de forma alguma invalida a Lei. A quase totalidade dos inquéritos em que eu trabalhei, ficou claro que existia a violência. O Ao contrário, serve como estímulo para melhorar, visto que estamos lidando com humanos, com problemas humanos, que demandam soluções bem mais complexas que extrapolam as leis e as teses acadêmicas. É um problema social que não pode ser enfrentado apenas com boas intenções em leis bem construídas. Deve have realmente uma estrutura estatal que possa cuidar da mulher, dos seus filhos e até do agressor, porque ele também é um personagem importante na equação. Não adianta afastar uma mulher dele e ele continuar sendo o mesmo sujeito que vai praticar várias outras formas de violência ao longo da vida e isso não se resolve só com prisão e muito menos com medidas protetivas que não tem como ser efetivamente fiscalizadas em larga escala.
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Edu Rc, Advogado
Edu Rc
Comentário · há 10 anos
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